Por: Isabela Martins
A exclusão social é um grave problema existente na vida de algumas pessoas. É um modo de privação por falta de recursos financeiros e diferenças culturais e sociais.
Hoje a exclusão social é vivida por crianças, jovens e adultos que por diversos motivos sofrem essa tal desigualdade, sendo por cor, sexo, deficiência entre outros.
“O DF tem ótimo índice de alfabetização, mas a desigualdade é muito grande, a violência não é baixa e o índice de emprego formal é muito ruim”, afirma o pesquisador Ricardo Amorim.
Na região centro-oeste a média dos índices de desigualdade dos municípios está entre 0,4% e 0,6%. Apenas o DF se destaca com resultados mais favoráveis, com 0,7%, mas apesar desses dados a capital do Brasil está longe do fim da exclusão social já que a pesquisa avaliou as cidades de acordo com 7 elementos: a pobreza, índice de jovens na proporção de habitantes, alfabetização, escolaridade e emprego formal, violência e a tal desigualdade social .
São imensos os aspectos que causam a privação do indivíduo à sociedade. Tais aspectos, a seguir, definem a exclusão hoje existente:
• O “SER” – Caráter e dignidade do indivíduo;
• O “ESTAR” – A vida social;
• O “FAZER” – Alguma forma de emprego remunerado ou não;
• O “CRIAR” – Capacidade;
• O “SABER” – Acesso à informação, competência informativa,
• O “TER” – Capacidade aquisitiva.
Portanto a exclusão social diante dessa reflexão acima é exatamente a não realização de algumas ou de todas essas dimensões.
Crianças nas ruas, famílias vivendo em situações caóticas, pessoas mal cuidadas que muitas vezes roubam por ser a única e fácil alternativa para sua sobrevivência.
Por outro lado já existem projetos de inclusão social. O DF já possui alguns em vigor.
No SEBRAE, o projeto “Ciência e Tecnologia para o Empreendedorismo”, tem como objetivo a inclusão social por meio de geração de trabalho e renda. O trabalho é realizado por meio do associativismo de mulheres ex-presidiárias que já têm habilidade no desenvolvimento do produto (artesanato). A partir daí, elas recebem consultoria de gestão, acesso ao mercado, participação em feiras e consultoria na comercialização. Outro projeto social visou a melhoria da auto-estima de jovens e portadores de necessidades especiais. A iniciativa tem o apoio da Eletrobrás e prevê a instalação, em escolas ou comunidades de baixa renda, de um carro equipado com material necessário para oferecer um curso de fotografia. “O intuito do projeto é esse. Ensinar os jovens, com linguagem fotográfica, a observar o seu universo e ter um olhar diferente sobre as coisas. Com isso, eles ganham auto-estima e cidadania”, explica Regina Santos, fotógrafa e fundadora do projeto “Vamos bater foto”.
Entidades também trabalham para a inclusão dessas pessoas menos favorecidas. Exemplo disso é a “Casa do caminho”. Lar onde habitam crianças carentes e sem família, visando seu desenvolvimento integral. “A criança sem lar constitui um dos muitos desafios que envolvem a nossa realidade presente”, explica Ciro Heleno Silvano, presidente da Casa do Caminho.